23.6.08

let me never be complete,

may i never be content.

é chegada a hora de jogar a merda no ventilador.

5.6.08

o que eu também não entendo

tenho andado muito sentimental, chorosa, intensa. ando pensando muito. acontece que existe um turbilhão de coisas acontecendo ao mesmo tempo na minha vida e, quando é assim, eu me confundo. eu sou muito detalhista e observo demais, e isso às vezes é um problema - acho muito difícil ter que sempre pensar em tudo quanto é coisa, em todas as hipóteses, os desdobramentos do que pode ou não acontecer. lembram da coleção de livros infanto-juvenis (adoro essa palavra; é uma classificação etária totalmente genérica, típica coisa de adulto) "salve-se quem puder"? pois então. os fatos do meu dia são, na minha cabeça, como as páginas dos livros dessa coleção nas quais a gente podia escolher pra onde Indy e Ana iriam na próxima etapa da aventura. só que tudo isso acontece hipoteticamente, aqui dentro. a cores.

ter voltado a trabalhar numa "firma" está me fazendo bastante bem. gosto de coisas que me instiguem, que me desafiem, que me façam querer ser melhor e mais sabida. nerd pride. fiquei feliz porque as pessoas são ótimas: inteligentes, legais, abertas. surpreendentes. estava sentindo muita falta de discussões profundas e de produção de conteúdo coletivo, de assuntos cujo ponto-final não se dá ali, imediatamente. assuntos que me proporcionam presentinhos pra levar pra casa.

estivemos conversando um pouco (de novo) sobre o papel da publicidade e do marketing na manutenção do sistema, sobre a nossa influência e responsabilidade neste processo, sobre tudo aquilo que sempre incomodou ecanos queridos - e que, grazadeus, incomoda casperianos também. bom saber. eu gosto de gente incomodada e desacomodada.

gosto de gente intensa, e tenho sentido falta delas. por isso, fui procurar algumas pessoas hoje. me alegro em saber que elas ainda estão ali, onde as deixei, e que as coisas mudam, mas as essências não. eu posso ser muito relapsa às vezes, mas tive os melhores tutores - vocês sabem quem são.

semana passada entrei numa crise absurda, numas de achar que meu exterior estava em desacordo com meu interior, toda uma incoerência profunda. passei um dia inteiro com nhaca. foi um daqueles dias em que a gente vê as coisas acontecendo na nossa frente mas não participa de nada, como se estivéssemos num grande aquário e a vida rolasse lá fora. foi foda. acho que sofri num dia tudo que não sofri em 3 meses. mas como eu acho que sofrer é necessário e produtivo e que ensina a gente a ver as coisas mais claras, tomei algumas decisões:
  • vou cortar o cabelo
  • vou ser mais fiel, visualmente falando, a quem eu sou, psicologicamente falando
  • vou redecorar
  • vou produzir mais - arte, texto, conteúdo
  • vou ler mais
  • vou dizer às pessoas que amo que eu as amo de fato. spread the love, babe!

tudo isso pode parecer uma pieguice sem fim, mas quer saber? caguei. eu preciso botar isso tudo pra fora, senão enlouqueço. eu sei que sim. ou seja: esse é o primeiro duma sucessão de posts introspectivos.

amo todos vocês.