para coroar essa girândola de incertezas que permeiam minha vida de ultimamente, aqui vai mais um post trivial, porém sincero.
a menos de mês e meio para a data de entrega do meu tcc, tudo o que posso afirmar é que pouco está pronto. pouco assim, bem pouco, perto do nada. as idéias estão todas aqui, na minha cabeça, mas minha cabeça é como uma piscina e as idéias... bem, elas são como palavrinhas individuais recortadas dum livro e mergulhadas nessa piscina. note: a piscina em questão é daquelas bem grandes, de hotel resort, onde todos pulam e mijam alegremente, ignorantes dos atos escusos alheios. pois bem. esta é a situação atual do meu tcc, pelo qual eu rezo toda noite (sem brincadeira), pedindo mais definição e menos enrolação nessa árdua embora necessária tarefa.
a optativa da fea anda mais chata que o professor que a leciona. e os colegas são todos uns chatos também. que me desculpe a fea, mas a eca é bem mais legal.
sexta passada foi véspera do meu aniversário e comemorei o fim do inferno astral com uma festinha aqui em casa. passei o dia organizando tudo, comprando descartáveis coloridos, passando tecidos de chita que eu usei uma vez numa produção para servir de toalhas de mesa e cobrir tudo quanto fosse possível e sujável, escolhendo balinhas e caramelinhos e salgadinhos para oferecer aos convidados e arrumando a logística da geladeira e do gelo - e aqui, especificamente, tenho que agradecer imensamente ao lulo, que me salvou com seu know-how de macho-padrão.
e então as pessoas começaram a chegar e tinha música legal e ganhei presentes lindos, mas fiquei feliz mesmo é que (quase) todo mundo que eu queria que viesse, veio. a festa foi ótima. me diverti muito, vi gente que não via há muito tempo, me senti querida e popular e bonita (afinal, isso é tudo que uma garota precisa no seu aniversário) e, lá pelas tantas, esgotada, fui fazer xixi e misteriosamente me encontrei deitada na cama, de roupa. resumindo: obrigada a todos que vieram. foi o máximo! :D
já finalizando, meus longos caminhos a percorrer e demais agruras cotidianas andam sendo amenizadas com louvor por
architecture in helsinki. tudo começou quando o lulo resolveu aceitar o intercâmbio na finlândia e o irmão dele, o fabio, comentou que havia uma banda com o mesmo nome da capital daquele friorento país. eu, que já tinha ouvido falar da banda, ativei a jundiaindie que vive dentro de mim e fui pesquisar. baixei um cd e gostei muito. baixei outro e... gostei mais ainda. acabei por baixar tudo o que tinha disponível.
embora o lulo ache que a banda é bichíssima, eu a acho ótima.
"like it or not" (este link é para um vídeo ao vivo no youtube, o melhor que encontrei) é uma música espetacular, capaz de fazer sorrir o mais deprimido dos mortais. ultimamente, toda vez que a ouço, lembro da brisa e, por isso, quero dedicá-la a você, nena. toda vez que estiver triste aí na gringa, ouça essa música, tá?
o que mais gosto nesse coletivo é a sem-noçãozice: eles tocam diversos instrumentos e revezam, eles são muitas pessoas, eles tem letras totalmente nonsense e eles são australianos. ainda, um dos caras da banda é alto e magro e branco e tem uma barba enorme e uns cabelos encaracolados, tudo bizarríssimo. pra melhorar, os instrumentos que eles tocam incluem apitos, agogôs (puxa, não pego num agogô desde que fazia bandinha, no Pio XII!), reco-recos e palminhas. e, numa música, tem até flauta-doce! pode haver banda mais divertida do que uma que toca flauta-doce em suas canções? não, é claro (já respondo de antemão, para evitar controvérsias).
de todo modo, vale a pena dar uma olhadinha, só pela curiosidade do fato. aqui está o
myspace deles (lá tem a musiquinha "like it or not", ouçam a original). aproveitem.